quarta-feira, junho 3, 2020

Roberto Santos responde: Cada vez me decepciono mais com todos. Será que o problema está comigo?

“Cada vez mais me decepciono mais com as pessoas, até mesmo em minha família. Já me questionaram: Será que o problema não está em você?”

Resposta: Podemos nos decepcionar com outras pessoas quando nossas expectativas não são atendidas, também nos decepcionamos quando as intenções por trás de nossas ações não são compreendidas pelos outros e recebemos represálias, reações inesperadas e até agressivas.

Expectativas não atendidas, intenções não compreendidas, decepções com a vida como aquelas que você está sentindo podem ter várias prováveis causas. A principal candidata ao banco dos réus contudo, deve ser a famosa comunicação, tão citada como a grande vilã quando as incompreensões arrasam amizades, amores e até carreiras.

A mesma comunicação que pode ser a solução para negociações milionárias ou conflitos familiares pode ter efeitos devastadores quando não cuidamos de habilidades básicas. Obviamente, falar com clareza, objetividade, usando adequadamente a linguagem tanto a verbal – incluindo o tom de voz e a escolha correta de palavras, como a não verbal – postura corporal e expressões faciais, são habilidades importantes e mais difíceis do que parecem.

Entretanto, a habilidade de comunicação menos abordada em cursos e mais culpada para desentendimentos e decepções, é o ouvir ativamente. Ouvir com atenção e confirmar que estamos compreendendo o que nosso interlocutor está tentando comunicar já é um primeiro passo importante e não muito fácil. O mais comum é começarmos a ouvir e já iniciarmos a pensar nas respostas que vamos dar, sem antes ter compreendido o que a outra pessoa disse ou tentou nos dizer.

Cometemos este “pecado” ensurdecendo nossos ouvidos e nossa disposição de nos comunicar. Afinal, comunicação, que vem do latim: comunicare, significa colocar algo em comum entendimento. Se não nos abrimos para ouvir, depois entender o que ouvimos e confirmarmos se nosso entendimento se confirma, podemos acelerar a conversa, mas acabamos despencando em abismos de incompreensões e decepções.

Finalmente, na situação que você coloca, talvez os dois lados estejam certos ou errados, pois comunicação se faz a a dois e, como dizia minha avó, quando um não quer dois não brigam… Com algumas exceções, as pessoas não são cruéis propositalmente ou não decepcionam outros intencionalmente. Procure experimentar sair dessa posição vitimista e procure protagonizar novas bases para sua comunicação com amigos e familiares.

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