segunda-feira, agosto 8, 2022

Por que profissionais criativos chegam mais longe?

Implícita em oportunidades de trabalho e vagas de emprego, a criatividade é uma característica de soft skills – que hoje representam as maiores exigências do mercado de trabalho.

Na prática, a vida adulta exige mais criatividade sobretudo para resolver problemas, criar novos caminhos e apresentar resiliência para lidar com as dificuldades que são próprias de algumas profissões.

O desafio, segundo especialistas em carreira é grande, principalmente porque boa parte da geração que hoje disputa oportunidades de trabalho não foi treinada para lidar com questões que envolvem suas emoções e capacidades de raciocínio, aplicada ao dia a dia.

“O mundo globalizado e a indústria 4.0 requerem cada vez mais um perfil esperto, perspicaz, rápido, dinâmico e humanizado, sendo que, quando falamos de gente, precisamos colocar em prática a empatia. Hoje, ter boas ideias não é uma solicitação feita apenas aos profissionais de comunicação, propaganda ou design, e sim aos de todas as áreas de atuação. Neste momento, em que fazer mais com menos é uma necessidade, ter boas ideias e ser criativo são diferenciais que tornam o profissional mais competitivo”, detalhou Karla Clarinda, especialista em carreiras.

A boa notícia é que é possível desenvolver a criatividade, mesmo ao longo da vida adulta.

“Se todos estão pensando a mesma coisa, ninguém está pensando” Benjamin Franklin

Essa frase se torna especialmente válida quando falamos de empresas! Muitas vezes a pressão pelo resultado, o medo dos julgamentos e o medo de discordar dos colegas prevalece e as ideias não fluem.

Segundo Livia Ciacci, neurocientista do SUPERA – Ginástica para o cérebro, a maior parte do pensamento criativo é subconsciente, e podemos estimulá-lo nos colocando em situações que exijam pensamento flexível, três questões importantes para ambientes de trabalho mais criativos, são elas:

Espaços para expressão criativa – “Espaços não são apenas mesas compartilhadas, painéis de vidro e pufes, mas diz respeito à cultura de valorização da experimentação, dos testes em forma de projetos a médio e longo prazo, escritórios abertos e líderes acessíveis. Significa permitir que os colaboradores se envolvam em projetos que tenham a ver com seu propósito e que consigam criar sem a represália da punição nas vezes que os resultados não são bons. Empresas que entendem o processo criativo enxergam os fracassos como aprendizados em direção ao sucesso”, detalhou.

Metodologias de reuniões – Um erro muito comum quando se pretende gerar ideias é colocar toda a equipe em uma sala e dizer “vamos, digam suas ideias”. Não é assim que funciona. Geralmente esse tipo de “brainstorming” com muitas pessoas e sem seguir uma lógica de raciocínio não é nada produtivo.

“O ideal é que cada colaborador tenha um tempo para estudar sobre o tema que será ideado, colher referências. Em seguida cada um faz um trabalho solitário de propostas e listas de possibilidades. Só depois que vem a fase do grupo, onde todos anotam suas contribuições e então tudo que foi anotado é discutido, recriado e priorizado com base nos objetivos”, disse. Esse fluxo, segundo Livia Ciacci, é apenas um exemplo de direcionamento mais produtivo, existem outros métodos, basta o líder ou a equipe se empenhar em escolher aquele que melhor se encaixa, favorecendo a participação de todos e minimizando os vieses de grupo.

Políticas de gestão do conhecimento – Uma empresa criativa deve se atentar para dois tipos de políticas de gestão do conhecimento: as formações continuadas e o funil de ideias.

Formação continuada para que as equipes continuem aprendendo e atualizando repertório. Funil de ideias são estratégias que criem um canal onde colaboradores podem expor suas ideias para os mais diversos objetivos – entendendo que gerar muitas ideias e jogar fora a maioria delas não é desperdício – é a chave do processo criativo!

Como o treino cognitivo pode ajudar?

A boa notícia é que o nosso cérebro está em constante mudança, devido a sua condição de neuroplasticidade. Desta forma, estímulos que envolvem novidade, variedade e grau de desafio crescente oferecem ao cérebro adulto mais criatividade através da prática de ginástica para o cérebro. A aplicação da ginástica para o cérebro como forma de estimular a criatividade beneficia desde candidatos a concursos públicos – que obtém mais memória e raciocínio, até profissionais que buscam cargos de liderança, com o desenvolvimento de habilidades sócio emocionais.

“Precisamos nos permitir e criar novas conexões que ainda não foram criadas. Para adultos em fase produtiva, a ginástica para o cérebro oferece excelentes benefícios que estão diretamente ligados a performance, capacidade de entender o mundo, tomada de decisões e, consecutivamente, sucesso profissional e pessoal”, concluiu Livia Ciacci, neurocientista do SUPERA – Ginastica para o cérebro.

- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas