sexta-feira, setembro 17, 2021

Por que o “Executive Search” deve ser utilizado como ferramenta estratégica?

por Gilberto de Campos Sobrinho

É natural que, em alguma etapa do seu ciclo de vida, uma empresa chegue ao momento em que precise buscar por executivos seniores no mercado de trabalho. Trata-se de um movimento natural e contínuo, seja por expansão dos negócios que demandam novos profissionais de gestão, seja por reestruturações que demandam abertura de novas áreas, readequação de perfil profissional ou, ainda, por substituições que se façam necessárias por conta de deficiência de performance dos atuais integrantes das cadeiras.

Apesar de a movimentação ser natural, procurar por novos gestores não é algo tão simples. Entre as questões que devem ser colocadas na balança estão, por exemplo, a definição de perfil do candidato ideal àquele momento da empresa e sua aderência à cultura corporativa. Aqui, cabe reforçar que esse é processo é mais estratégico do que simplesmente “preencher a cadeira”.

Na metodologia de recrutamento e seleção chamada de “Executive Search” está a chave para uma escolha mais assertiva no processo seletivo dos cargos de liderança. Por intermédio dela, a busca pelo executivo é realizada por um consultor – normalmente um headhunter, que se diferencia por buscar profissionais de forma ativa e não passiva, como acontece em geral -, que com toda a sua técnica abordará também profissionais que já estão posicionados no mercado.

Mas você deve estar se perguntando “por que contratar um consultor, uma vez que há times internos de recrutamento nas empresas?”. Eu respondo: além da senioridade, assertividade e agilidade no processo de busca de profissionais, a confidencialidade é um dos pontos relevantes desse serviço.Outro ponto importante é que ter um especialista que conhece o mercado e atua especificamente com a linguagem mais voltada ao público executivo é muito relevante.

Vale dizer ainda que uma consultoria tende a estar mais atualizada sobre o mercado executivo e suas tendências em termos de desenvolvimento, remuneração e estilo de vida e que, em muitos casos, um consultor se faz necessário para preenchimento de posições confidenciais que não possam ser tratadas pelas áreas de RH das empresas.

Na prática, como funciona o “Executive Search”?

Seja qual for o motivo pelo qual uma empresa procura por uma consultoria para auxiliar na contratação de um executivo, as etapas costumam ser as mesmas.

Primeiro, o consultor deve receber um briefing, não só da pessoa responsável pela vaga no RH da empresa, mas também pelo requisitante interno da vaga. Essa é uma das etapas mais importantes e valorizadas pelo consultor, pois, aqui são definidos os principais pontos de busca – essa etapa, quando bem-feita, garante a assertividade.

No briefing, o consultor deverá conhecer a área de trabalho do candidato e o trabalho que será realizado, bem como detalhes da estrutura em que ele estará alocado, da cultura organizacional, estilo dos futuros subordinados e principalmente o estilo do superior imediato.

Em seguida, o consultor parte para a busca inicial dos candidatos com estratégias que podem incluir, por exemplo, o uso de ferramentas  das mídias sociais profissionais como o LinkedIn, contato com consultorias de Outplacement (empresas que conduzem o processo de desligamento de profissionais, geralmente, de cargos de chefia) e especialmente os contatos profissionais específicos do consultor. Por esse motivo, antes de contratar um consultor, a minha dica é entender o quão bem relacionado esse consultor – ou consultoria – é no mercado. Esse é um detalhe que faz toda diferença.

O terceiro passo é a realização de entrevistas de abordagem. Essas são estruturadas de maneira a compor um mapeamento dos candidatos que, posteriormente, é apresentado ao cliente. Nessa etapa, os candidatos em potencial são escolhidos para seguirem à abordagem mais aprofundada: entrevista detalhada, acompanhada de testes técnicos e/ou comportamentais.

Com base nisso, o consultor elabora um parecer final e o apresenta à empresa contratante, que escolhe os finalistas para, então, conhecê-los de fato. Ao final do processo, a empresa e a consultoria escolhem, em conjunto, quem irá preencher a cadeira.

O tempo para execução de todo esse processo varia muito de acordo com o tipo de vaga, setor, quantidade de candidatos e outros fatores, mas o fato é que passar por todas essas etapas contribui para que resultados positivos sejam colhidos no futuro, afinal, um executivo que se adapta rapidamente à empresa, sua cultura e equipe, tende a ter uma trajetória de sucesso no mundo corporativo.

O Executive Search vem para facilitar essa busca, mas lembro também de que não existe um candidato perfeito e que sempre haverá pontos de ajustes. O que existe mesmo é aquele candidato que melhor se encaixa e essa é a minha dica de ouro.

*Gilberto de Campos Sobrinho é head de Executive Search na Share RH

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