sexta-feira, maio 14, 2021

Por que a resiliência é fundamental no cenário pós-pandemia

Resiliência não é um conceito novo. Dito isso, é uma palavra que tem surgido com mais frequência nos últimos meses e recuperado o foco entre o RH e os líderes de pessoas. Por que? Porque está sendo posto à prova como nunca antes – e a maneira como a falta de resiliência se retroalimenta e exacerba outras doenças mentais se manifestou em várias empresas.

Afinal, resiliência é o que dá às pessoas a força psicológica para lidar com o estresse e as adversidades. Indivíduos com maior resiliência estão mais bem equipados para lidar com o inesperado e têm maior probabilidade de se recuperar de situações difíceis. Por outro lado, quando alguém está lutando e sua resiliência diminui, o enfrentamento se torna difícil. O estresse pode assumir o controle, reduzindo a resiliência, criando experiências mais negativas e situações difíceis e piorando outras doenças mentais.

A pandemia criou uma situação difícil – e que vem testando a resiliência dos profissionais.  Adicione isso a uma situação de insegurança de saúde, problemas econômicos e aquela sensação de que “ninguém sabe o dia de amanhã”, e tem-se um novo conjunto de gatilhos para iniciar seu caminho circular e prejudicial que pode florescer em pessoas ou organizações com baixa resiliência.

Resiliência: fundamental para o bem-estar total (e vice-versa)

Em primeiro lugar, é essencial perceber que a resiliência não existe no vácuo. É um fator importante para o bem-estar geral. A resiliência pode, por exemplo, proteger melhor uma pessoa de problemas de saúde mental. E o custo da saúde mental no local de trabalho é enorme. Condições como depressão e ansiedade pressionam os custos – e sobrecarregam outros funcionários.

A deterioração da resiliência da força de trabalho teve um efeito direto na rotatividade, menor satisfação no trabalho, menor desempenho, relações de trabalho mais fracas, falta de comunidade e incapacidade de lidar com a situação. A resiliência se tornou um grande desafio para os empregadores quando você considera o papel que desempenha no apoio ao bem-estar geral do funcionário – e vice-versa.

A resiliência de um funcionário será prejudicada quando outros aspectos de seu bem-estar total forem afetados, quando as áreas básicas da vida diária que nutrem o bem-estar psicológico, social e físico não forem apoiadas. A questão é: o que os empregadores devem fazer? Como eles podem ajudar a gerenciar o impacto do estresse, baixa resiliência e problemas de saúde mental entre sua força de trabalho? Eles devem ajudar a quebrar o ciclo que a baixa resiliência pode promover e criar uma experiência positiva para sua força de trabalho.

Para quebrar o ciclo negativo de baixa resiliência, alto estresse e baixo desempenho, as empresas precisam ser proativas. Para criar uma mudança real e positiva e evitar a carga financeira potencial de doenças mentais generalizadas entre a força de trabalho, os empregadores precisam apoiar a saúde mental dos empregados.

A primeira coisa é oferecer ajuda. A área de RH deve contar com programas de auxílio e orientação que deem liberdade para o profissional procurar, sem que haja preconceito. Falar sobre o assunto de modo a mostrar que é normal buscar ajuda quando é necessário é um bom começo. Como a maior parte das empresas brasileiras oferece convênio médico, é mais fácil esclarecer como é possível buscar auxílio.

Com a implementação de programas de saúde mental e bem-estar para melhorar a resiliência, redução de estresse e equilíbrio entre vida social e profissional, é possível trazer mais resiliência ao seu funcionário. Para prevenir doenças mentais de forma proativa, as soluções de bem-estar devem encontrar as pessoas onde elas estão, quando precisam, todos os dias. É hora de ir além das soluções tradicionais e inovar, para trazer mais bem-estar e qualidade de vida à sua força de trabalho.

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