sábado, setembro 18, 2021

Big Data e o RH: A tecnologia está mudando o mundo e o RH tem que acompanhar

Por Dórian Bachmann*

Big data é o termo que descreve o grande volume de dados que não consegue ser tratado pelos softwares tradicionais. Portanto, se refere ao processamento de volumes absurdos de dados, o que exige máquinas e algoritmos poderosos. Mas, além da quantidade de dados, o Big Data se diferencia pela capacidade de tratar dados não estruturados, como aqueles continuamente gerados em grandes quantidades por sensores digitais, gravadores de áudio e vídeo, dispositivos de computação móvel, pesquisas na Internet, redes sociais, tecnologias de mídia e assim por diante.

Explicando

As antigas planilhas do RH tinham campos preenchidos com informações específicas de cada colaborador, como: nome, data de nascimento, etc. Então uma pesquisa para, por exemplo, saber a idade média dos colaboradores era fácil. Mas essas fichas também tinham um espaço para observações. As análises das informações anotadas ali só podiam ser feitas por humanos, por não estarem “estruturadas” ou em um formato padronizado. A mesma informação poderia ter redações diferentes quando anotada por pessoas diferentes. Por exemplo:

• Teve afastamento pelo INSS por 25 dias.

• Ela tirou licença médica de 25 dias.

• Faltou vinte e cinco dias por motivos de saúde.

As ferramentas de Big Data são capazes de interpretar essas várias redações e entender que se trata da mesma informação. Mas nem todo problema analítico é um problema de big data. Muitos podem ser resolvidos sem grande armazenamento de dados ou análise de big data. Nenhum tipo de análise é melhor que o outro. Cada um faz coisas diferentes, resolve problemas diferentes e requer diferentes softwares e arquiteturas.

Embora o termo big data seja relativamente novo, o ato de coletar e armazenar grandes quantidades de informações para análises é antigo. O conceito ganhou força no início dos anos 2000, quando Doug Laney articulou a definição mais aceita de big data em três versões:

Volume

Organizações coletam dados de fontes variadas, incluindo transações financeiras, mídias sociais e informações de sensores ou dados transmitidos de máquina para máquina. No passado era difícil armazená-los, mas novas tecnologias (como o Hadoop) aliviaram esse fardo.

Velocidade

Os dados são transmitidos numa velocidade sem precedentes e devem ser tratados em tempo hábil. Etiquetas RFID, sensores e medidores inteligentes estão impulsionando a necessidade de lidar com enxurradas de dados praticamente em tempo real.

Variedade

Dados são gerados em inúmeros formatos, estruturados (numéricos, em bases de dados tradicionais) a não-estruturados (documentos de texto, e-mail, vídeo e áudio).

O Big Data é a matéria-prima do processo de People Analytics. Serve para obter insights que levam a decisões melhores e ações estratégicas de negócio.

*Dórian Bachmann é especialista no uso de indicadores de desempenho na gestão.

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